Nunca planejei que hoje, 3 meses depois, eu fosse escrever sobre você Fe. La naquele dia ruim do caralho, naquele dia que gelou minha alma, eu imaginei hoje com uma senhora dúvida. Ainda baqueada e sem ação, veio o pensamento: “Como vai ser daqui a três meses? Daqui a um ano? Daqui a 10 anos?”.

Hoje, se nossas vidas tivessem corrido normalmente, seria aquele dia que te chamaria no whats, fora do grupo do amor que era onde você e todos me faziam transbordar de amor fraterno e de realização por tê-los ao meu lado, e diria: “E ai mano*? Tudo certo? Como vão as vadias do Tinder? Foi muito legal no Vila Lobos, ri pra caralho disso, ou daquilo.” Em seguida diria algo sobre todas as situações de merda que tenho passado, você me ensinaria algo bom, nós trocaríamos experiências sobre aquilo e passaríamos os próximos dias nos falando bastante. Até pararmos um pouco e depois de uns meses, nos falarmos de novo.

E já fazem bem mais de três meses que perdura essa secura, deixei pra acertar tudo na viagem. Deixar ser natural sabe? Deixar rolar num comentário no aeroporto ou no avião, no boa noite quem sabe, em alguma igreja legal ou mina/museu. Fico pensando em como terminar esse paragrafo de uma forma que fosse te agradar sabe? Dizer o que estou sentindo por mais dramático que seja porque você gostava de ser fodão? Rs.

Não deu tempo de dizer o quanto você era importante pra nossa construção cara, nem que eu me importava com você e só não estava mais próxima porque sentia que tu não precisava, que estava bem sabe? Eu tenho certeza que tu estava de boa, que me respondeu porque se importava com nossa amizade e que entendeu aquela breve pergunta e o agradecimento despojado como um: “Esta tudo bem mano! Vamos lá.”.

Mesmo assim, hoje eu queria responder você e dizer que sinto falta da sua base, da sua calma, que me senti estranha vendo um filme no seu quarto pela primeira vez porque porra… tu não estava lá! Que eu vejo várias minas por ai e penso que é a sua cara, que eu ainda digo Eitcha Lele, que jogar sem vc pra dar uma agitadinha não é a mesma coisa… Que te amo pra caralho mano*!

*Mano de Hermano, irmão do peito.

Gosto de escrever umas paradas e umas receitas as vezes.

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