Primeiro texto do diário

Foto de Kimberly Farmer retirada do Unsplash

Esse texto era para ser sobre como me sinto mais capaz, com a força das mulheres que tenho ao meu redor hoje. Tentando encontrar uma introdução e planejando como escrevia, percebi que queria falar do trajeto todo e, mais que isso, quero manter esse registro pra que de alguma forma, o eu do futuro tenha como recordar dos detalhes que lembro agora . Então mãos à obra. Sobre o meu hoje, logo menos eu posto.

Recentemente pois uma foto da família do meu pai, ele os irmãos e a mãe. Mencionei que sou a primogênita do primogênito, e isso poderia não ser nada, mas na minha construção foi, uma montoeira de gente de todos os lados, da família materna também. Imagina toda essa galera opinando sobre como esses dois adolescentes deveriam cuidar e educar a primeira filha.

Minha mãe cresceu sem mãe, não deve ter sido nada fácil. Não sei muito sobre como foi, eu não conseguia buscar histórias (que sempre amei ouvir), por saber que era um tanto dolorido para ela lidar com as lembranças e eu não sabia como agir quando via ela emocionada, então evitava o assunto. De alguma forma isso nos distanciou e eu lidei com isso de diversas formas diferentes depois que comecei a refletir sobre infância, sobre crescer e sobre família.

Consegui viver até os 6 anos no “Fantástico Mundo de Mika”, tenho poucas recordações e a maioria boas. O fato de ter nascido de um casal de 19 anos fez muita diferença de maneira geral, o ânimo para passeios, parques e várias baldeações para visitar os primos em Tucuruvi (Zona Norte-SP) que só os jovens pais tem. E tudo isso fazia um bem danado. Era divertido ter várias pessoas para brincar por dias na casa dos primos, a unica preocupação era chegar logo.

E é engraçado olhar hoje, quase 25 anos depois, eu não tinha consciência nenhuma sobre nada. Realmente eu vivia no meu mundinho, aquele de brincar.

Gosto de escrever umas paradas e umas receitas as vezes.

Gosto de escrever umas paradas e umas receitas as vezes.