Segundo texto do diário

É um misto doido de sentimentos estar tão perto de atingir um objetivo e não ter muito controle sobre ele.

O controle está na minha mão em mostrar com qualidade e confiança quem eu sou, como trabalhei e o que sei, mas muito distante se considerar que o mercado esta crescendo, a concorrência esta maior e as pessoas que estão disputando comigo, já construíram parte das suas bagagens antes de chegar aqui.

Fazer duas migrações de carreira seguidas não é nada fácil, longe do motivo ser só talento para programar, porque com muito empenho seria possível. É sobre sentir um gostinho de quero mais a cada nova entrevista, a cada planejamento, a cada novo aprendizado sobre vidas diferentes, vivências diferentes…

Um pesquisador se torna mais rico a cada novo contato com o universo a ser explorado, e volto aqui a meus 15 anos, quando não me importava muito quanto dinheiro ganharia trabalhando com arte, em museus ou bibliotecas, tinha em mente a seguinte frase “O conhecimento ninguém me tira”. Um clichê? Um sonho! Quem nos dera!

Pouco a pouco esse pensamento foi mudado, foi carcomido pela necessidade de independência financeira, que a propósito nunca chegou. Não me arrependo de ter aderido as mudanças, foi o caminho que eu construí e pouco provável que estarei aqui, pronta pra receber e construir uma trilha consciente, sem ter trilhado o que veio antes. Mesmo não sendo fácil, só da pra seguir em frente.

Deixo esse texto como lembrete pra que eu mesma possa olhar daqui a um tempo e refletir sobre essa trilha que escolhi percorrer.

Gosto de escrever umas paradas e umas receitas as vezes.

Gosto de escrever umas paradas e umas receitas as vezes.